Eu acendi um fósforo na luz de neon
E um jacaré listrado engoliu meu anzol
Pensei, cá meus botões, como farei pra chegar
no reino encantado de Zenit Polar?
O Aldo, muito sábio, a lá "Celse of the mile"
Cuspiu quatorze conchas bem na beira do mar
E disse, meu amigo, quem precisa de anzol,
com a luz do pensamento sob os raios do sol?
Pediu ao mestre Giba dois cavalos marinhos,
servidos com pimenta, salsa, ovo e limõezinhos
E num misterioso sopro leve do ar
Os animais do prato começaram a voar
E me levaram no sopro,
do vento
para o reino de Zenit Polar
Sem medo, sem pressa
para o reino de Zenit Polar
Eu sei que, tem festa
lá no reino de Zenit Polar
Seu moço, me leve
Para o reino de Zenit Polar
Caralho, um dragão veio me perguntar
se eu teria fogo para lhe emprestar
cocei o tornozelo sem resposta nem ação
e arranquei com a espada a cabeça do dragão
Por que não há perguntas em Zenit Polar
E Aldo então me diz que a resposta está no ar
O Giba então me serve três lagartos na bandeija
Não pergunto aonde vamos senão perco a cabeça
E me levaram no sopro,
do vento
para o reino de Zenit Polar
Sem medo, sem pressa
para o reino de Zenit Polar
Eu sei que, tem festa
lá no reino de Zenit Polar
Seu moço, me leve
Para o reino de Zenit Polar
Autor: Tibério
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